O mercado de trabalho para quem passou dos 40 é um peso ou uma base sólida?
- 24 de jun.
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Se você acompanha o meu trabalho por aqui, sabe que a minha vivência na área de Recursos Humanos sempre foi pautada por um exercício diário: o de observar as dinâmicas de exclusão e pertencimento que nem sempre aparecem nos diálogos e planejamentos cotidianos de uma empresa. E vejo que chegou a hora de a gente falar sobre esse tabu dentro do meio corporativo: o etarismo.
Um recado importante: essa news não é apenas para os quarentões e quarentonas, é para todas as idades! Sigamos.
Existe uma dor comum, um incômodo difícil de nomear que muitas vezes chega para mim disfarçado de cansaço acumulado. É a sensação angustiante de que, após cruzar a barreira dos 45 anos, as opções no mercado parecem diminuir drasticamente. Se você é o leitor que ainda não chegou nessa idade, mas já ouviu por aí falarem algo como: “Aproveita, porque depois ninguém vai querer”, como você se sente?
Não existe resposta certa, e muito do que entendemos é o que construímos ao longo do tempo dentro do mercado de trabalho. Contudo, é fato: para quem construiu uma trajetória sólida, dedicada e reconhecida ao longo de décadas, se ver diante de um mercado que muitas vezes fecha as portas puramente com base na idade gera um conflito interno brutal. De um lado, há o desejo legítimo de transformação, de buscar mais sentido e leveza; do outro, o medo real de um reposicionamento e a insegurança sobre como o “novo” vai receber a sua maturidade.
Entre falácias de um currículo "longo demais" ou uma estrutura "cara demais" para os padrões corporativos tradicionais, quero fazer um convite.
E se começássemos com uma escuta que busca estruturar a ação e invertermos essa perspectiva? E se olharmos para essa bagagem acumulada não como um peso que te fixa ao passado, mas como a base mais sólida que você possui para projetar novas direções?
Ter uma longa carreira profissional traz consigo repertórios, leituras, contextos e capacidades de resolução de problemas que nenhuma formação teórica rápida consegue replicar. O desafio, portanto, não é a falta de espaço, mas a forma como organizamos essa experiência para que ela encontre caminhos economicamente viáveis e psicologicamente sustentáveis — o famoso "uma mão lava a outra".
Se você deseja apoio para reorganizar suas escolhas e desenhar esse novo caminho profissional com mais consciência, ou se a sua empresa quer ampliar espaços, vamos conversar sobre como estruturar esse processo na sua jornada [clicando aqui].
Um abraço da sua consultora,
Nicole Gabriel



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