O custo de gerir uma equipe apagando incêndios diários: o que isso tem a ver com o seu caixa no fim do mês?
- 1 de jun.
- 2 min de leitura
Mais uma semana começando. Você pega o seu café, abre a agenda, a caixa de entrada e os sistemas operacionais. Mas, antes mesmo do primeiro clique, você olha para a lista de pendências com aquela sensação familiar: a de que está prestes a entrar em uma arena para apagar o primeiro incêndio do dia.
Se você se reconhece nessa cena, respire fundo e fique aqui. Este texto é para você.
Na minha experiência de mais de uma década em Recursos Humanos, percebi que existe um padrão que considero perigoso, e socialmente aceito, no mundo corporativo: o culto ao gestor “bombeiro”. Já ouviu falar?
Ele parece esse meme aqui:

Assim como a Emily em O Diabo Veste Prada, há profissionais que são frequentemente parabenizados e valorizados (uma falsa valorização, diga-se de passagem) porque resolveram um conflito grave de última hora ou porque preencheram uma vaga em tempo recorde após uma demissão repentina.
Mas agora preciso te fazer uma pergunta difícil: até quando você vai aceitar que a sua gestão de pessoas seja uma eterna dança das cadeiras orientada por crises?
Viver no modo reativo tem um preço alto. Quando uma empresa opera sem clareza de intenção, sem foco estratégico e sem diretrizes sólidas de cultura, diversidade, equidade e inclusão, ela não apenas desgasta o clima organizacional; ela pesa no caixa.
Vamos aos dados concretos.
Inclusão na prática:
Um estudo acadêmico publicado na Revista Colombiana de Ciencias Inclusivas (em parceria com pesquisadoras da UFU) analisou o desempenho financeiro de 215 empresas brasileiras de capital aberto listadas na B3. O objetivo foi medir o impacto real da diversidade de gênero nos indicadores de rentabilidade que afetam o caixa.
Os resultados foram esses: o aumento da presença de mulheres nos conselhos e cargos de alta liderança gerou um crescimento de 19,75% no ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) e de 23,79% no ROA (Retorno sobre o Ativo).
E qual é o reflexo disso no bolso? Empresas com ROE e ROA mais elevados utilizam seus recursos de forma muito mais inteligente, estratégica e eficiente.
E qual o impacto no caixa quando esse movimento NÃO é feito?
Olhar para o inverso da pesquisa nos mostra o tamanho do prejuízo muitas vezes silenciado por ego. Uma empresa com baixa diversidade e liderança ineficiente prejudica o ROA. Na prática, isso significa que os ativos da companhia (infraestrutura, tecnologia, estoque) estão gerando menos lucro do que poderiam. O dinheiro fica "preso" em burocracias desalinhadas com o mercado.
QUE TAL MUDAR A ROTA?
A gestão de pessoas não precisa ser um fardo, e o desenvolvimento humano não deve andar distante da rentabilidade do seu negócio. É totalmente possível criar ambientes saudáveis, justos e altamente lucrativos através de processos claros, previsíveis e bem direcionados.
Se a sua empresa está pronta para parar de apagar incêndios e começar a construir uma estrutura sustentável e inclusiva, nós podemos desenhar esse caminho juntos.
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Abraços da sua consultora,
Nicole Gabriel



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